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Escândalos no Judiciário

[Escândalos no Judiciário]
30 de Novembro de 2020 às 12:43 Por: Divulgação Por: José Medrado

Honestamente, achava curioso que a sucessão de escândalos envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia  sem maiores repercussões na mídia. Entendo, no entanto, que há sempre uma espécie de cautela, principalmente no sentido de serem autoridades que poderão estar à frente de possíveis decisões de interesse pessoal dos que compomos a sociedade, inclusive. porque é sempre um choque sabermos de possíveis desvios, golpes...por partes de autoridades, principalmente, do Poder Judiciário. Pessoalmente, é-me sempre um choque grande, pois conheço pessoalmente mais de uma dezena dos componentes do Tribunal de Jusitiça da Bahia e são magistrados sérios, homens e mulheres que pavimentaram suas estradas nas hostes jurídicas com saber, dignidade e retidão, mas quando lemos que uma ex-presidente do TJ-BA  há quase um ano presa preventivamente, desde de novembro de 2019, quando foi alvo da Operação Faroeste, sob suspeita de participação em um esquema de venda de decisões judiciais e grilagem de terras, chocamo-nos. Ficamos como que anestesiados, considerando de como é injusta, sob muitos aspectos, as diferenças nos processos que alcançam representantes de determinados segmentos sociais.  Sei que não se trata de crime algum, em si o recebimento de seus salários, haja vista que a senhora desembargadora não foi condenada, logo não apenada naquilo de que é acusada. 
O pensador e filósofo Nietzsche evidencia que a Justiça é a institucionalização da vingança, por necessidade de se “lavar a alma” dos que agimos com probidade, honestidade. Por outro lado, alguns pensadores modernos refletem que a justiça institucionalizada personifica a própria sociedade, detentora de anseios e sentimentos de repugnância pelo crime, naquilo que em especial favorece aos privilegiados..
Infelizmente, muitos dos que deveriam ser o esteio de confiança para a sociedade, praticam condutas de conveniência própria, em detrimento de normas, de regras da vida social, deixando em perturbação a harmonia do desenvolvimento das relações sociais. Agem, em contrário, esgarçando o tecido dos princípios éticos e morais que vão de encontro ao que o povo, em geral, aprova e gostaria de ver em quem estaria para proteger os ideais de realinhamento dos que perpetraram desvios de toda natureza. 
Alguém disse:“...que a sociedade através do Direito Repressivo torna-se ansiosa para que o Estado, com eficiência, exerça o seu eficaz direito de punir todo ato tido como criminoso, e, somente se dá por satisfeita quando a reparação ao sentimento moral ofendido, denominado por Durkeim de consciência coletiva, for plena.”. O crime fere além da norma, a moral da sociedade, seus valores, seus mais nobres princípios, que se não reparados, restituídos, impregnam sequelas indesejadas e prejuízos de difícil reparação no costume, tendendo a degenerar mais ainda, haja vista que se torna desmoralizado o faça que eu digo, determino e exaro em sentenças, mas não faça o que eu faço. 

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